sábado, 26 de junho de 2010

The New Begin'


Se dizem que o ano da música foi 1980, concordo plenamente com isso. O que seria do mundo sem sucessos como Michael Jackson ingressando em sua carreira solo com OFF THE WALL e, logo em seguida, com o aclamado THRILLER. E se Madonna não fosse “madonica” o suficiente para se entregar a vida da cidade proibida de Nova York, ser bailarina, atriz e em seguida explodir com “Everybody”, e consagrar seu hino “Like a virgin”, tanto quanto Cindy Lauper gritar para o mundo que “Garotas apenas querem se divertir”. Se hoje vemos Lady’s “Gaga’s” explodindo e sangrando em pleno palco, foi graças ao impulso feroz dos nossos antepassados “oitentistas”. Pudor e sentimento jamais designariam tal sensação de poder estar livre, foi como um “djavu” de 1969, quando a liberdade de Woodstock transformou a história em verdade. Sim, a música transforma, cria tribos, gírias, sensações e atitudes, faz chegarmos ao um orgasmo sonoro sem ao menos poder nos tocar externamente.

Foi num clima psicodélico de 1981, que Guto e Mauricio tiveram a maior idéia de todos os tempos, transformar o demônio que assombrou a segunda guerra mundial, num demônio que traria o holocausto a música no Brasil naquela década. O Barão Vermelho queria entrar em chamas! Épocas em que Roberto Carlos, Os Mutantes (com Rita Lee), e as “dacin’ days”, atropelavam as rádios nacional, estava surgindo os ray ban’s e calças apertadas. Ditadura? Pra que? Existia a recém formada dupla Cazuza e Roberto Frejat, os maiores poetas musicais que existiram. De “Bete balanço”, “Todo amor que houver nessa vida” e estigmatizada “Billy Negao”, estava lançada a era ROCK’n’..., putz caralho, nada ia segurar, as divindades sonoras que nossos celestes ouvindo iriam ouvir. Em compactos, que hoje os MP3s não cortariam os verdadeiros timbres que nem os pro tools iriam ter a audácia de corrigir, distribuíam liberdade e traziam o grito que todo mundo queria expressar.

“Chega mais, chega mais (...)” convocava Rita Lee à todo o pais, e fazia ecoar as vozes do calados pela tampa da censura, que o pais ainda se arrastava para libertar. Na mesma década o Rock In Rio, viria para concretizar, e colocar na historia musical nacional dos anos 80. Nada seria igual e, dali adiante, seria uma empilhadeira de sons, vozes, estilos, bandidos e caricaturas, ser “Exagerado” e autentico, malicioso e romântico, extremo e compensador. Não conseguiria imaginar a sensação de estar fazendo uma revolução e ser aplaudido por milhões de jovens que queriam, acima de tudo, curtir a liberdade que a vida pode proporcionar.

Musica? Batida? Percepção? O som é um estado de espírito, e te reflete intimamente, é um amor platônico que passa a ser correspondido, no momento que seu coração consegue sentir o acorde de um violão, e a deixa para a guitarra mostrar seu talento. Deixar curtir o momento, criar nossa própria trilha sonora é, a instantaneidade que nossa mente oculta cria sobre a percepção de um som, que possa nos decifrar naquele momento e naquela etapa. Deixar curtir, deixar fluir, a música não tem hora, nem começo, a musica surge!